segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Posso dizer uma coisa fora do contexto?

Costumo ler a TV GUIA enquanto faço cocó. Não sei, mexe comigo. Tenho este hábito. É uma coisa cá minha. Liberta-me. Se estou com dificuldades mais facilmente me descongestiono. A TV GUIA é para mim o Gutalax literário.
Posso dizer uma coisa mas agora dentro do contexto? Posso? Ok. Conpiaçátexto. Pronto, já está. Obrigado.
Fico profundamente agradecido por me terem deixado escrever piaçá dentro do contexto, pois tenho muita pena da palavra piaçá. A palavra piaçá se sentir, deve-se julgar a pior palavra do mundo. Quem é que fora da intimidade de si ou dos seus, diz ou sequer pensa dizer piaçá. Ninguém. As pessoas se calhar têm vergonha de dizer piaçá. Não sei? Não percebo qual é o problema. Coitada da piaçá. Não é justo.
Eu não tenho espigas com isso. Só por causa das coisas aqui vai: piaçá, piaçá, piaçá.
Aliás, vou mais longe, devia-se instituir a palavra piaçá para nos cumprimentarmos diariamente em sociedade, por substituição de expressões como olá, oi, bom dia, boa tarde ou boa noite. Uma pessoa encontrava um amigo na rua e dizia:
- Piaçá, tás bom?
E o outro, naturalmente, respondia:
- Piaçá, tudo bem?
Em momentos mais formais também fazia todo o sentido. Por exemplo, o José Rodrigues dos Santos passava, no final no jornal da noite da RTP, a despedir-se da seguinte forma:
- Piaçá, voltaremos a ver-nos amanhã.

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